{"id":2008,"date":"2024-10-07T13:33:22","date_gmt":"2024-10-07T13:33:22","guid":{"rendered":"http:\/\/raizespentecostais.com.br\/?p=2008"},"modified":"2025-11-06T14:06:05","modified_gmt":"2025-11-06T14:06:05","slug":"a-cristologia-do-mito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/a-cristologia-do-mito\/","title":{"rendered":"A Cristologia do mito: A blasf\u00eamia do Sr.\u00a0Bultmann"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2008\" class=\"elementor elementor-2008\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2535d054 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"2535d054\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-dc52a3b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"dc52a3b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p class=\"is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<div class=\"wp-block-group\">\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Pr. Claudionor de Andrade<\/strong> <sup class=\"fn\" data-fn=\"cf2bca0e-34eb-4813-9664-713f7f62cd5c\"><a id=\"cf2bca0e-34eb-4813-9664-713f7f62cd5c-link\" href=\"#cf2bca0e-34eb-4813-9664-713f7f62cd5c\">1<\/a><\/sup><br \/><em>Conselheiro B\u00edblico da EETAD e Edi\u00e7\u00f5es Bernhard Johnson<\/em><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"86\" height=\"86\" class=\"wp-image-2249\" src=\"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/30-mm-Pr.-Claudionor-de-Andrade.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><em>Rudolf Karl\u00a0Bultmann\u00a0\u00e9 um dos te\u00f3logos mais citados nas discuss\u00f5es\u00a0cristol\u00f3gicasatuais. Nascido em 1884, esse alem\u00e3o controverso e pol\u00eamico entrou para a hist\u00f3ria como aquele que se prop\u00f4s a achar, na \u201cmitologia\u201d do Novo Testamento, o Cristo real. Depois de gerar grandes incredulidades e not\u00e1veis incr\u00e9dulos, veio ele a falecer em 1976. \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Ser\u00e1 que a estas alturas o Sr.\u00a0Bultmann\u00a0j\u00e1 n\u00e3o ter\u00e1 descoberto que a sua \u201ccristologia\u201d n\u00e3o passa de um arremedo grosseiro do que escreveram, sob a inspira\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, os evangelistas e demais ap\u00f3stolos? A estas alturas, querido leitor, ele j\u00e1 deve ter descoberto, tamb\u00e9m, que o Inferno, longe de ser um conto mitol\u00f3gico, \u00e9 assustadoramente real. Espero que, em seus \u00faltimos momentos, haja ele se encontrado com o Cristo apregoado pelos ap\u00f3stolos. \u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Seja l\u00e1 como for, seus trabalhos causaram preju\u00edzos incalcul\u00e1veis \u00e0 doutrina da pessoa e da obra do Filho de Deus, conforme a encontramos na B\u00edblia Sagrada. Quer no C\u00e9u, quer no Inferno, o Sr.\u00a0Bultmann\u00a0deve estar ciente de que a sua teologia n\u00e3o passa de uma blasf\u00eamia contra aquele que declarou: \u201cEu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ningu\u00e9m vem ao Pai sen\u00e3o por mim\u201d (Jo\u00a014.16).<\/em><\/p>\n<p><em>Neste par\u00e1grafo, compadecido leitor, n\u00e3o posso ignorar a pergunta: \u201cComo um homem t\u00e3o brilhante chegou a uma conclus\u00e3o t\u00e3o esmaecida e err\u00e1tica?\u201d. Juntos, ensaiemos uma resposta. Em primeiro lugar, o te\u00f3logo alem\u00e3o jamais teve a mente de Cristo. Doutra forma, n\u00e3o teria declarado t\u00e3o doutoral e t\u00e3o catedraticamente:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSer\u00e1 poss\u00edvel esperar que realizemos um sacrif\u00edcio do entendimento, um\u00a0sacrificiumintellectus, para poder aceitar aquilo que sinceramente n\u00e3o podemos considerar ver\u00eddico \u2013 s\u00f3 porque tais concep\u00e7\u00f5es est\u00e3o contidas na B\u00edblia? Ou dever\u00edamos deixar de lado os vers\u00edculos do Novo Testamento que cont\u00eam tais concep\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas e selecionar os que n\u00e3o constituem um trope\u00e7o desse tipo para o ser humano moderno?\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Semelhantes asneiras n\u00e3o vieram por acaso. Rudolf\u00a0Bultmann, com a disciplina pr\u00f3pria dos germanos, p\u00f4s-se a ler met\u00f3dica, mas tortuosamente, o Novo Testamento. Nessa empreitada, utilizou-se do m\u00e9todo hist\u00f3rico-cr\u00edtico, a fim de separar, da Escritura, a Palavra de Deus. Desse modo, segundo ele, seria poss\u00edvel eximir o texto sagrado das influ\u00eancias mitol\u00f3gicas judaico-helenas. Noutras palavras, queria ele extrair, do c\u00e2non formal, o c\u00e2non normativo. De posse das ferramentas conceptualistas de Abelardo (1079-1142), p\u00f4s-se a limpar a pessoa e a obra de Cristo daquilo, que, a seus olhos, era puro e grosseiro mito: sinais, milagres e prod\u00edgios. Entre os mitos, ele incluiu a encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus. O que sobrou desse maldito labor nada tem a ver com o Jesus dos sin\u00f3ticos, nem com o Cristo joanino. Enfim, uma cristologia incapaz de redimir o ser humano.<\/em><\/p>\n<p><em>Afinal, o que logrou o te\u00f3logo alem\u00e3o com todo seu trabalho? Um Jesus mentiroso, falso e enganador. Ora, se o Cristo n\u00e3o \u00e9 o que a Escritura diz que o Cristo \u00e9, logo se conclui: o Cristo \u00e9 o maior farsante da Hist\u00f3ria. E, nesse crime, s\u00e3o c\u00famplices todos os autores do Novo Testamento.<\/em><\/p>\n<p><em>Leitor querido, no que tange a Jesus, n\u00e3o h\u00e1 alternativas. Ou aceitamo-lo como o Cristo da f\u00e9, ou esque\u00e7amo-lo por completo. O Jesus de\u00a0Bultmann\u00a0nenhum poder tem sobre o pecado; \u00e9 um salvador que os ap\u00f3stolos jamais pregariam.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 1941,\u00a0Bultmann\u00a0proferiu uma alocu\u00e7\u00e3o para te\u00f3logos e pastores, que, mais tarde, seria publicada sob o t\u00edtulo\u00a0O Novo Testamento e a Mitologia. Nessa ocasi\u00e3o, ele declarou que a humanidade de seu tempo, por ter se maravilhado com tantos avan\u00e7os extraordin\u00e1rios da ci\u00eancia, j\u00e1 n\u00e3o podia aceitar o universo mitol\u00f3gico da B\u00edblia Sagrada.<\/em><\/p>\n<p><em>O que diria\u00a0Bultmann\u00a0se voltasse \u00e0 vida, agora, e constatasse que a B\u00edblia Sagrada continua t\u00e3o viva e eficaz, hoje, quanto no s\u00e9culo passado? Se a Escritura fosse um livro mitol\u00f3gico j\u00e1 estaria, de h\u00e1 muito, empoeirada nalguma biblioteca como a\u00a0Il\u00edada\u00a0de Homero. E se Jesus Cristo fosse um Deus como os olimpianos, ningu\u00e9m estaria a procur\u00e1-lo. Todavia, Ele \u00e9 o mesmo ontem, hoje e o ser\u00e1 eternamente. Ele salva, batiza com o Esp\u00edrito Santo, cura os enfermos, opera sinais e maravilhas e, em breve, voltar\u00e1 para arrebatar a sua Igreja. Ele me alegra o cora\u00e7\u00e3o, porquanto acha-se em minha alma.<\/em><\/p>\n<p><em>Que os jovens acad\u00eamicos n\u00e3o se deixem engodar por essas cristologias, que, engendradas no inferno, entulham-nos de apostasias o caminho para o C\u00e9u. A advert\u00eancia de Paulo \u00e9 consent\u00e2nea e urgente: \u201cCuidado que ningu\u00e9m vos venha a enredar com sua filosofia e v\u00e3s sutilezas, conforme a tradi\u00e7\u00e3o dos homens, conforme os rudimentos do mundo e n\u00e3o segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade\u201d (Cl 2.8,9).<\/em><\/p>\n<p><em>Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!<\/em><\/p>\n<p>__________<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Por Pr. 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