{"id":2014,"date":"2024-10-07T13:38:15","date_gmt":"2024-10-07T13:38:15","guid":{"rendered":"http:\/\/raizespentecostais.com.br\/?p=2014"},"modified":"2025-11-06T16:44:04","modified_gmt":"2025-11-06T16:44:04","slug":"sobrevivendo-a-falencia-do-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/sobrevivendo-a-falencia-do-ensino-superior\/","title":{"rendered":"Sobrevivendo a fal\u00eancia do ensino superior"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2014\" class=\"elementor elementor-2014\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1ad2e6fa e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"1ad2e6fa\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c2169b8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c2169b8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<div class=\"wp-block-group is-content-justification-right is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-17124a9a wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Pr. Gunar Berg<\/strong> <br \/><em>Superintendente da EETAD e Edi\u00e7\u00f5es Bernhard Johnson<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"86\" height=\"86\" class=\"wp-image-2251\" src=\"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/30-mm-Pr.-Gunar-Berg.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<h2><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cTenho mais entendimento que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos\u201d<\/em><br \/>(Salmo 119.99)<\/p>\n\n<p>N\u00e3o de agora que se ouve dizer em fal\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Essa sempre foi uma cantilenarepetida constantemente pelos mais diversos setores ligados \u00e0s atividades educacionais no pa\u00eds,especialmente, claro, os professores. A minha experi\u00eancia com\u00a0a forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica na\u00a0faculdade de Hist\u00f3ria, entretanto, abriu-me os olhos para o fato que de t\u00e3o \u00f3bvio, era (e \u00e9) ignorado\u00a0pela esmagadora maioria das pessoas \u2014 tanto assim, que ao ser pronunciado, esse diagn\u00f3stico soa\u00a0como grave heresia: e educa\u00e7\u00e3o esta falia, sim, mas sua bancarrota n\u00e3o \u00e9 financeira, \u00e9 moral!<\/p>\n\n<p>Logo no primeiro per\u00edodo da faculdade, tivemos aula com uma professora de pedagogia. Eu queaguardava por acessar os m\u00e9todos de ensino, por conhecer as maneiras de expor o pensamento e\u00a0em como aumentar a capacidade de absor\u00e7\u00e3o dos alunos, dei de cara com uma professora de meia\u00a0idade que tentava esconder a velhice inevit\u00e1vel com um\u00a0sem n\u00famero\u00a0e penduricalhos pelo corpo.\u00a0No bra\u00e7os, infinitas pulseiras;\u00a0ao pesco\u00e7o colares sobre cord\u00f5es; nas m\u00e3os, quase tantos an\u00e9is\u00a0quanto dedos.\u00a0Os \u00f3culos de sol equilibrados na testa e no rosto uma euforia calculada. O seu\u00a0discurso, por\u00e9m, era tr\u00e1gico e fatalista, pois a educa\u00e7\u00e3o, dizia ela, estava na UTI. A mulher vestia-se para o carnaval, mas anunciava um vel\u00f3rio.<\/p>\n\n<p>No pr\u00f3ximo semestre, eis-nos, outra vez, em vias de iniciar mais uma disciplina\u00a0que deveria nos\u00a0ensinar a ensinar. No dia marcado, entrou na sala outra senhora com mais de sessenta anos, e ao\u00a0contr\u00e1rio da primeira, esta era monocrom\u00e1tica. Olhar baixo e grave, sapatos, cal\u00e7a e\u00a0cardigan\u00a0beges. Acho que at\u00e9 o seu cabelo era bege. \u201cA educa\u00e7\u00e3o deve ter piorado\u201d, eu pensei, enquanto a\u00a0professora se arrastava como em cortejo, at\u00e9 chegar \u00e0 sua mesa. Ela bateu o material que trazia\u00a0no bra\u00e7o contra o m\u00f3vel e disse \u201cE educa\u00e7\u00e3o morreu!\u201d. Exatamente como eu tinha pensado!<\/p>\n\n<p>Analisando os discursos daquelas senhoras, somando-os aos fatos ineg\u00e1veis de sua excelentecondi\u00e7\u00e3o financeira (que, claro, n\u00e3o \u00e9 o caso da maioria dos professores), e adicionando a esta\u00a0equa\u00e7\u00e3o a forma empolgada como elas e outros mestres discorriam sobre a genialidade de Paulo\u00a0Freire, aclamado (n\u00e3o por mim) como patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira, as contradi\u00e7\u00f5es come\u00e7aram\u00a0a se mostrar.<\/p>\n\n<h2><strong>N\u00c3O H\u00c1 FALTA DE DINHEIRO NA EDUCA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h2>\n\n<p>Quando meu filho mais velho estava para iniciar o primeiro ano, minha esposa e eu decidimos\u00a0fazer um esfor\u00e7o e matricul\u00e1-lo numa escola particular. Depois de procurar muito, encontramos\u00a0uma que se adequava razoavelmente em nossos princ\u00edpios crist\u00e3os\u00a0e tamb\u00e9m\u00a0em nosso or\u00e7amento.\u00a0Do primeiro ao sexto ano, pagamos em m\u00e9dia R$ 1.000,00 todos os meses, nos \u00faltimos 6 anos.<\/p>\n\n<p>Em 2018, o levantamento do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o informou que o munic\u00edpio brasileiro que\u00a0mais gasta com\u00a0edica\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 o capixaba Presidente Kennedy. Ali, cada aluno do ensino\u00a0fundamental custa R$ 28.000,00 mensais \u2014 e pensar que este posto j\u00e1 foi ocupado por uma cidade\u00a0maranhense que em 2015 pagava R$ 17.000,00 mensais por aluno da rede municipal. As cidades\u00a0brasileiras que menos gastam mensalmente com seus alunos investem em m\u00e9dia R$ 4.500,00.<\/p>\n\n<p>Para chegamos a alguma\u00a0conclus\u00e3o com os n\u00fameros apresentados, quer que voc\u00ea veja est\u00e1\u00a0fotografia. Esse pr\u00e9dio colorido \u00e9 uma\u00a0escola internacional, na cidade de Campinas. Ela fica a cincominutos de carro da sede da EETAD. Esta institui\u00e7\u00e3o de ensino \u00e9 de origem libanesa e vai receber seus primeiros alunos no\u00a0pr\u00f3ximo m\u00eas de agosto. O valor m\u00e9dio da mensalidade nesta\u00a0escola \u00e9 R$ 4.300,00.<\/p>\n\n<p>Agora, sim, com todos estes exemplos em m\u00e3os, vamos tirar nossas conclus\u00f5es: n\u00e3o h\u00e1 situa\u00e7\u00e3ofalimentar na educa\u00e7\u00e3o brasileira. A bancarrota \u00e9 moral e intelectual.<\/p>\n\n<p>Claro que, se estamos falando de ensino superior, devemos apresentar os n\u00fameros desta fase do\u00a0ensino \u2014 e os resultados n\u00e3o s\u00e3o diferentes. Na verdade, pioram bastante. O Brasil investeproporcionalmente at\u00e9 mais que na\u00e7\u00f5es do primeiro mundo, como\u00a0os Estados Unidos e a Cor\u00e9ia.\u00a0De acordo\u00a0com a OCDE, O Brasil \u00e9 0 16\u00ba investidor\u00a0mundial em aluno nos cursos superiores. \u00c9\u00a0uma posi\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel. Entretanto, as duas melhores universidades publicas do Brasil (uma\u00a0federal em Santa Catarina, e a omnipotente USP) n\u00e3o conseguem se colocar\u00a0entre as 700 melhores\u00a0institui\u00e7\u00f5es do mundo. Um fiasco total!<\/p>\n\n<h2><strong>A FAL\u00caNCIA\u00a0<\/strong><strong>\u00c9 MORAL PELO DESVIO DE PROP\u00d3SITO<\/strong><\/h2>\n\n<p>Para demostrar esse ponto, talvez me bastasse expor algumas imagens e deix\u00e1-las falar por elas mesmas&#8230; Estas fotografias das universidades federal t\u00eam\u00a0todas a mesma\u00a0causa, a fal\u00eancia moral do ensino.<\/p>\n\n<p>O que se entende por fal\u00eancia moral, neste caso,\u00a0\u00e9 o desvirtuamento do prop\u00f3sito original de ser\u00a0uma escola. Se pudermos remontar os momentos iniciais da educa\u00e7\u00e3o, notaremos que ela sempre foi uma responsabilidade da fam\u00edlia, em qualquer lugar do mundo e em qualquer povo. Claro, a nossa refer\u00eancia absoluta sempre ser\u00e1 a B\u00edblia, ent\u00e3o, comecemos por ela:\u00a0<em>\u201cE estas<\/em><em>\u00a0<\/em><em>palavras, que hoje te ord<\/em><em>eno, estar\u00e3o no teu cora\u00e7\u00e3o;<\/em><em>\u00a0as ensinar\u00e1s a teus filhos e delas falar\u00e1s<\/em><em>\u00a0<\/em><em>assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-<\/em><em>te \u201d<\/em><em>\u00a0<\/em>(Deuteron\u00f4mio\u00a06.6,7). \u00c9 claro que poder\u00edamos aguardar uma refuta\u00e7\u00e3o bastante \u00f3bvia a este vers\u00edculo afirmando\u00a0que o texto em quest\u00e3o\u00a0refere-se\u00a0unicamente \u00e0 instru\u00e7\u00e3o de f\u00e9 dos filhos. O \u00f3bvio, nem sempre \u00e9\u00a0verdade, mas apenas \u00f3bvio.<\/p>\n\n<p>A hist\u00f3ria do povo hebreu,\u00a0e a hist\u00f3ria de qualquer outro povo, antigo ou recente, mostra que o ensino da f\u00e9 \u00e9 correspondente \u00e0 pr\u00f3pria instru\u00e7\u00e3o geral. Assim sendo, meninos judeus aprendiam de Deus ao mesmo tempo que sobre o mundo, a hist\u00f3ria, a geografia e o que mais lhe fosse instru\u00eddo. A B\u00edblia simplesmente n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o geral e educa\u00e7\u00e3o espiritual.\u00a0O mesmo\u00a0dava-se\u00a0na Gr\u00e9cia, onde, por exemplo, S\u00f3crates causou esp\u00e9cie e suscitou contra si rejei\u00e7\u00e3o por desvencilhar o ensino geral do ensino religioso \u2013 e ele estava errado, pois, ainda que ao nosso ver pese o fato de\u00a0trat\u00e1-se\u00a0de um ensino de falsa religi\u00e3o, a op\u00e7\u00e3o dada por ele n\u00e3o foi a melhor em nada.<\/p>\n\n<p>Reconhe\u00e7amos o desvio de prop\u00f3sito no fato incontest\u00e1vel de que na sala de aula das escolas, a hist\u00f3ria \u00e9 distorcida de tal forma\u00a0que n\u00e3o se fala aos alunos acerca das importantes contribui\u00e7\u00f5es feitas por crist\u00e3os ao longo das gera\u00e7\u00f5es. A perspectiva de bem e mal est\u00e1 ausente, pois n\u00e3o h\u00e1 base objetiva para an\u00e1lise. Na realidade, h\u00e1 um esfor\u00e7o t\u00e3o deliberado, por parte da multid\u00e3o politicamente correta, para marginalizar ou eliminar a\u00a0influencia\u00a0dos Estados Unidos da\u00a0America, que at\u00e9 entre os professores a histeria anticrist\u00e3 \u00e9 eventualmente criticada pelas distor\u00e7\u00f5es que causa ao estudo.<\/p>\n\n<p>Como se v\u00ea, o desvio de prop\u00f3sito deu-se pela substitui\u00e7\u00e3o de cosmovis\u00f5es. O que era para ser um ensino geral \u00e0 luz da verdade pela B\u00edblia tornou-se em um esfor\u00e7o sem limites pela extin\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n<p>A hist\u00f3ria recente do mundo\u00a0cooca-nos\u00a0diante do mesmo fato: o ensino geral\u00a0deve ser acompanhado da comunica\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Ora, e\u00a0porqu\u00ea? Muito simples! A fal\u00e1cia da educa\u00e7\u00e3o geral n\u00e3o-religiosa promete uma educa\u00e7\u00e3o fatual e sem lentes ideol\u00f3gicas \u2013 o que, de per si, \u00e9 j\u00e1 uma ideologia. E n\u00e3o existe comunica\u00e7\u00f5es educacional f\u00e1tica e livre de comprometimento morais (sejam eles de que esp\u00e9cie forem). Ent\u00e3o, a \u00fanica forma validada de ensinar geografia \u00e0 luz da qu\u00edmica \u00e9 faz\u00ea-lo \u00e0 luz da B\u00edblia. Um importante documento que defende o\u00a0homeschooling\u00a0diz que a fun\u00e7\u00e3o de bons\u00a0ensinadores\u00a0crist\u00e3os \u00e9\u00a0<em>\u201cgarantir que os jovens nunca sejam privados desse direito sagrado (&#8230;), o direito de ser incentivado a fazer julgamentos morais criteriosos baseados em uma consci\u00eancia bem formada e\u00a0<\/em><em>coloca-los<\/em><em>\u00a0em pratica com um senso de compromisso pessoal, al\u00e9m de conhecer e amar a Deus com mais perfei\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>\u00a0(Papa Jo\u00e3o Paulo II,\u00a0<em>Carta \u00e0s fam\u00edlias<\/em>, n\u00ba 16).<\/p>\n\n<h2><strong>ARMADILHAS CONTRA O CRISTIANISMO<\/strong><\/h2>\n\n<p><strong>Intimida\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>Os primeiros dias na faculdade impressionam, e muito! Lembro-me com bastante clareza de cada vez que um novo professor entrava em sala. Todos quer\u00edamos saber a respeito de suas forma\u00e7\u00f5es o quanto eles haviam estudado e como pretendiam nos ensinar. Dias assim requerem de n\u00f3s muito discernimento de esp\u00edritos. Eis, a\u00ed, o porqu\u00ea de uma das mais importantes caracter\u00edsticas que o jovem crist\u00e3o universit\u00e1rio deve ter \u00e9 o ser pentecostal de esp\u00edrito, alma e corpo. Discernimento.<\/p>\n\n<p>Em seu primeiro dia de aula, uma professora perdeu o bom tempo declinando sobre sua forma\u00e7\u00e3o e deitando seus t\u00edtulos. A frase que n\u00e3o me esque\u00e7o foi:\u00a0<em>\u201cTenho mais tempo de estudos do que voc\u00eas de vida!<\/em>\u201d. Noutras palavras, calem a boca. Muito consoante, ali\u00e1s, com a m\u00e1 professora que chamava a todos n\u00f3s de formas inferiores de vida.<\/p>\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1vamos no quinto semestre quando finalmente nos deparamos com um dos professores mais temidos daquele curso. O homem entrou na sala e foi logo dizendo de uma conta criada no Orkut (sim, eu sou velho) contra ele chamada\u00a0<em>EuOddeioMarcosSanches<\/em>. Tudo porque ele era intransigente e n\u00e3o aceitava respostas discordantes com as suas em nenhuma propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Em suma, para sobreviver \u00e0 faculdade e n\u00e3o jogar fora o tempo ou o dinheiro, era preciso submeter-se a um processo evolutivo conduzido por uma bruxa, adular uma exibicionista e adorar, ainda que com \u00f3dio, um professor narcisista. Isso para n\u00e3o citar os outros tantos que passaram por n\u00f3s exigindo adequa\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p>\n\n<p><strong>Descristianiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>Eu reconhe\u00e7o que num primeiro momento, parece exagero dizer que a faculdade se volta contra o Cristianismo, mas, creia-me, n\u00e3o \u00e9. Todas as outras religi\u00f5es s\u00e3o bem-vindas (as orientais), toleradas (o cristianismo libert\u00e1rio progressista) e at\u00e9 incentivadas (a macumba e seus cong\u00eaneres). Mas o cristianismo evang\u00e9lico \u00e9 um inimigo. Ningu\u00e9m o quer. Cristo \u00e9 um alvo constante de desprezo e zombaria, Deus \u00e9 sinceramente evitado.<\/p>\n\n<p>A primeira\u00a0professora a entrar na sala chamava-se Marilene. Repetindo para n\u00f3s a piada que certamente fizera a todos os\u00a0primeiristas, ela riscou o quadro dizendo ser a\u00a0Bruxa M\u00e1(rilene)! Os risos foram gerais, mas logo as coisas ficaram estranhas. A mulher n\u00e3o era m\u00e1, era perversa, especialmente com uma quest\u00e3o, a f\u00e9 crist\u00e3. O seu primeiro conselho a n\u00f3s foi que abandon\u00e1ssemos todos os pressupostos aprendidos ao longo da vida, era preciso dispor-se de tudo o que se acreditava, especialmente Cristo! B\u00edblia? Nem pensar. Evang\u00e9lico era xingamento a partir dali. Em segundos a sala transformou-se do ambiente de camaradagem que reinava at\u00e9 ali para uma ca\u00e7a da bruxa. O que fez a gentil senhora depois desse feiti\u00e7o? Pediu a cada um de n\u00f3s que ficasse em p\u00e9 e dissesse quem era, o que fazia ali, e quais suas expectativas.<\/p>\n\n<p>Aquela turma de primeiro ano tinha sessenta alunos. Eu fui um dos \u00faltimos a me apresentar, e o \u00fanico a declarar-se evang\u00e9lico. Nunca tive problemas com a minha f\u00e9, ent\u00e3o\u00a0meti logo um crist\u00e3o pentecostal em minha apresenta\u00e7\u00e3o. A rea\u00e7\u00e3o dos alunos? Algo entre surpresa e desprezo \u2013 lembro-me de algu\u00e9m dizer \u201c<em>\u00c9 um xiita!\u201d.<\/em><\/p>\n\n<p>Ao fim daquela aula, outros cinco alunos me procuraram para identificarem-se como crist\u00e3os. Mas porque n\u00e3o o fizeram como eu, durante sua apresenta\u00e7\u00e3o diante de todos os estudantes?<\/p>\n\n<h2><strong>DOUTRINA\u00c7\u00c3O IDEOL\u00d3GICA<\/strong><\/h2>\n\n<p><em>Ate\u00edsmo<\/em>.\u00a0Antes de apontar as investidas morais e as narrativas pol\u00edticas,\u00a0os professores partem\u00a0para um ataque coordenado \u00e0s bases elementares da f\u00e9 crist\u00e3. Assim\u00a0como\u00a0a B\u00edblia\u00a0como\u00e7a\u00a0pela\u00a0afirma\u00e7\u00e3o natural e incontorn\u00e1vel da exist\u00eancia de Deus, (\u201c<em>No princ\u00edpio Deu<\/em><em>s<\/em>\u201d), tamb\u00e9m as faculdades voltam suas baterias para essa mesma convic\u00e7\u00e3o (\u201c<em>Deus n\u00e3o existe<\/em>!\u201d):\u00a0<em>\u201cDisse o n\u00e9scio\u00a0<\/em><em>no seu cora\u00e7\u00e3o: N\u00e3o h\u00e1\u00a0<\/em><em>Deus<\/em>\u201d\u00a0(Salmo 53.1).<\/p>\n\n<p>Te\u00edsmo aberto. Uma surpresa estarreces\u00a0sobre a\u00a0aud\u00e1cia e a\u00a0ast\u00facia\u00a0de\u00a0Sat\u00e1nas\u00a0deu-se quando me deparei com uma\u00a0professora que sob o pretexto de nos ensinar a pesquisar, receitou a leitura de um textode um\u00a0\u201c<em>pensador\u00a0<\/em><em>crente<\/em>\u201d, ela disse. \u00a0E fomos n\u00f3s para a catequese de\u00a0Rubens Alves.<\/p>\n\n<p>\u201cCrente\u201d, disse a professora. Desviado, discirno eu! O texto dizia sobre como era necess\u00e1rio que mantiv\u00e9ssemos nossa mente aberta para podermos ser surpreendidos pela descoberta da verdade, e de novas verdades que n\u00e3o conhec\u00edamos ou n\u00e3o quer\u00edamos conhecer. Um dia esse autor pode ter sido algu\u00e9m salvo, mas n\u00e3o o era mais.\u00a0Um entrevista\u00a0sua \u00e0 r\u00e1dio CBN disse que nutria pena de Deus, compadecia-se do\u00a0Crisdor, pois ou sentiria \u00f3dio, posto que Deus n\u00e3o era o que a B\u00edblia dize ser. Ele era fraco, Ele n\u00e3o tinha poder. Assim, ou sentiria pena de Deus ser\u00a0fra\u00e7o, ou sentiria raiva por Ele n\u00e3o dar conta de cuidar do mundo! Mas a B\u00edblia diz: \u201c<em>E h\u00e1 de ser que, naquele tempo, esquadrinharei a Jerusal\u00e9m com lanternas, e castigarei os homens que se espessam como a borra do vinho, que dizem no seu cora\u00e7\u00e3o: O Senhor n\u00e3o faz o bem nem faz o mal.<\/em><em>\u201d (<\/em>Sofonias 1.12).<\/p>\n\n<p><em>Demitologiza\u00e7\u00e3o<\/em><em>\u00a0da B\u00edblia<\/em>. Eu gostaria muito de dizer que este \u00e9 um recurso presente nasuniversidades seculares, mas, infelizmente, ele e recorrente tamb\u00e9m nos cursos teol\u00f3gicos \u2014 tanto\u00a0os reconhecidos pelo MEC, quanto os que s\u00e3o de natureza livre. Heresia nascida nos conselhos\u00a0que\u00a0Rudolf\u00a0Bultmann\u00a0foi buscar de\u00a0Satan\u00e1s, a pr\u00e1tica consiste em reduzir a narra\u00e7\u00e3o dos fatos\u00a0na B\u00edblia\u00a0a um relato folcl\u00f3rico ou m\u00edtico.\u00a0Em resumo, \u00e0 B\u00edblia \u00e9 historinha para crian\u00e7as.<\/p>\n\n<p>\u00c9 muito comum que este ataque comece pelos primeiros onze\u00a0primeiros\u00a0cap\u00edtulos do livro do G\u00eanesis.\u00a0Tratada como folclore, ou como relato m\u00edtico, torna-se vi\u00e1vel que acad\u00eamicos e cientistas\u00a0declarem-se\u00a0crist\u00e3os evitando o confronto pela f\u00e9 em Cristo \u2013 que, claro, eles perderam h\u00e1 muito.<\/p>\n\n<p>Mas, como eu\u00a0disse, n\u00e3o \u00e9 coisa presente em universidades seculares, apenas. Os cursos teol\u00f3gicos (sejam eles regulados pelo MEC ou\u00a0livres) seguem o mesmo errado caminho. Poucas semanas atr\u00e1s, eu recebi a liga\u00e7\u00e3o de um pastor da cidade de S\u00e3o Paulo que estava procurando pela EETAD em desespero. Ele decidira fechar imediatamente o n\u00facleo teol\u00f3gico existente em sua igreja, e que era ligado \u00e0 um tradicional instituto b\u00edblico dito\u00a0assembleiano\u00a0porque o Manual\u00a0de\u00a0Estudos desta institui\u00e7\u00e3o declarava que\u00a0a cria\u00e7\u00e3o do mundo em seis dias de 24 horas, bem como s\u00e9timo dia de descanso, n\u00e3o eram\u00a0literais e deveriam ser entendidos como mito hebreu. Isso os leva \u00e0 pr\u00f3xima armadilha.<\/p>\n\n<p>Uma\u00a0v\u00edtima\u00a0muito comum desta armadilha \u00e9 No\u00e9, reduzido a uma lenda. A hist\u00f3ria, no entanto, prova com larga evid\u00eancia a ocorr\u00eancia de um diluvio universal. As mais diversas escava\u00e7\u00f5es na mesopot\u00e2mia, na Palestina, no norte da\u00a0Africa, deparam-se com\u00a0macadas\u00a0de lodo que, depois de vencidas, revelam os vest\u00edgios de uma civiliza\u00e7\u00e3o anterior aos tempos diluvianos. Al\u00e9m disso, um instituto\u00a0americano\u00a0dedicado ao estudo dos fatos b\u00edblicos estimou que 95% das esp\u00e9cies de animais s\u00e3o de tamanho menor que uma ovelha. Isso permite que\u00a0nnuma\u00a0embarca\u00e7\u00e3o do tamanho da arca de No\u00e9coubessem 25 mil animais. Uma quantidade mais que suficiente para viabilizar a recomposi\u00e7\u00e3o de todas as esp\u00e9cies e variedades existentes no mundo hoje!<\/p>\n\n<p><em>Evolucionismo<\/em>. Para come\u00e7ar, essa ideia tem sido tratada como teoria, coisa que ela n\u00e3o \u00e9. Para merecer esse nome um pressuposto, uma hip\u00f3tese,\u00a0carece\u00a0de muito amadurecimento e de muitas comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. O que, meus amigos, n\u00e3o existe no que se refere ao evolucionismo.<\/p>\n\n<p>Comecemos pela mentira chamada\u00a0<em>ranqueamento<\/em>. Esse arranjo significa o enfileiramento de itens aparentemente relacionados sugerindo que houve algum tipo de aperfei\u00e7oamento entre eles. De fato, os cientistas mais esclarecidos e s\u00e9rios descartam totalmente o argumento por\u00a0ranqueamento, pois que qualquer coisa pode ser posta em ordem sequenciada pretensamente l\u00f3gica e sugerir uma progress\u00e3o. Qualquer coisa!\u00a0<\/p>\n\n<p>Outro ponto que merece a nossa aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 nas carca\u00e7as e caveiras dos f\u00f3sseis transicionais. Quando Darwin publicou seu livro\u00a0<em>A origem das esp\u00e9cies<\/em>, muito mais honestamente que os darwinistas, ele redigiu um cap\u00edtulo chamado\u00a0<em>Obje\u00e7\u00f5es<\/em>. Nele, o dito autor teve o cuidado de apresentar aquilo que seria o ponto fraco de sua tese, a aus\u00eancia do f\u00f3ssil transicional, aquele que se poria entre o homem e o s\u00edmio. Fraudes e f\u00f3sseis:<\/p>\n\n<p>\u2022\u00a01856,\u00a0D\u00fcsseldorf, o Homem de Neandertal \u2013 descartado pelos pr\u00f3prios evolucionistas<\/p>\n\n<p>\u2022\u00a01891, Java, Indon\u00e9sia, Homem de Java (Pithecanthropus) \u2013 Eugene\u00a0Dubois\u00a0reuniu fragmentos espalhados em diversas localidades e concluiu\u00a0serem eles de um \u00fanico ente. E somente 35 anos ap\u00f3s sua morte \u00e9 que o material pode ser\u00a0analizado, e sendo desconsiderado pela pobreza das evid\u00eancias.<\/p>\n\n<p>\u2022\u00a01924, \u00c1frica do Sul,\u00a0Australopithecus\u00a0Africannus.<\/p>\n\n<p>\u2022\u00a0Inicio\u00a0do s\u00e9culo XX, sul da Inglaterra, Homem de\u00a0Piultdown\u00a0\u2013 Testes deram conta que o achado estimado em 500 mil anos era um homem moderno e a mand\u00edbula era de uma macaco, uma trapa\u00e7a.<\/p>\n\n<p>\u2022\u00a0Minha experi\u00eancia no Museu de Hist\u00f3ria Natural do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n<p>Mesmo os dinossauros, \u00e0s vezes terr\u00edveis e maus, outra vezes simp\u00e1ticos e aliados incomuns, n\u00e3o podem ter existido. A quest\u00e3o \u00e9 simples e muito l\u00f3gica: se Deus determinou ao homem que dominasse a terra, o que ainda fazemos mesmo depois do pecado nos op\u00f4s as feras como os le\u00f5es e os ursos, como seria poss\u00edvel dominar um Tiranossauro? Ou mesmo um dinossauro herb\u00edvoro?\u00a0Minha experi\u00eancia no Museu de Hist\u00f3ria Natural do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n<h2>O QUE FAZER? DESISTIR DA FACULDADE?<\/h2>\n\n<p>N\u00e3o. Claro que n\u00e3o! Entretanto, por mais contradit\u00f3rio que isso possa parecer, pense duas vezes se uma universidade p\u00fablica \u00e9, mesmo, a melhor op\u00e7\u00e3o \u2013 e n\u00e3o pense que sua vida t\u00e3o mais f\u00e1cil ser\u00e1 numa faculdade particular.<\/p>\n\n<p>\u00a0<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pr. 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