{"id":2340,"date":"2025-04-07T18:20:56","date_gmt":"2025-04-07T18:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/?p=2340"},"modified":"2025-10-20T19:34:53","modified_gmt":"2025-10-20T19:34:53","slug":"o-salmo-da-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/o-salmo-da-palavra\/","title":{"rendered":"O Salmo da Palavra"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-content-justification-right is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-369f395c wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Pr. Alex Esteves<\/strong><sup data-fn=\"bb71a350-4afc-4002-ad06-71d7ed01f4c0\" class=\"fn\"><a href=\"#bb71a350-4afc-4002-ad06-71d7ed01f4c0\" id=\"bb71a350-4afc-4002-ad06-71d7ed01f4c0-link\">1<\/a><\/sup> <br><em>Professor da EETAD e autor das Edi\u00e7\u00f5es Bernhard Johnson<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"86\" height=\"86\" data-id=\"2367\" src=\"http:\/\/raizespentecostais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/30-mm-Pr.-Alex-Esteves-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2367\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Soberana e altissonantemente, a Palavra de Deus declara a sua origem, natureza, prop\u00f3sito e valor. O atestado de autenticidade reveste-se de cr\u00e9dito inafast\u00e1vel porque emitido pelo pr\u00f3prio Autor, o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>De G\u00eanesis a Apocalipse, de variadas maneiras, a Escritura manifesta a superioridade incontrast\u00e1vel, inerente ao \u00fanico Livro verdadeiramente sagrado, divinamente inspirado, inerrante, infal\u00edvel, autoritativo, suficiente, perfeito, absoluto, verdadeiro, compreens\u00edvel, sempre atual, eterno e apto para salvar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em reiteradas afirma\u00e7\u00f5es do seu status, a B\u00edblia posta-se em alturas humanamente insond\u00e1veis, ao mesmo tempo em que, tal como o Verbo de Deus, paira entre os mortais de forma contextualizada, \u201cencarnada\u201d na linguagem dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Na categoria dos enunciados que, de modo expl\u00edcito, apontam para a Escritura quanto \u00e0 sua proced\u00eancia, car\u00e1ter, finalidade e gl\u00f3ria est\u00e3o os 176 versos do Salmo 119, que, reunidos em 22 se\u00e7\u00f5es, veem suas frases iniciadas, em ordem, por todas as letras do alfabeto hebraico. Ergue-se dessa forma o bel\u00edssimo poema a que, com toda justi\u00e7a, se pode nominar \u201co Salmo da Palavra\u201d. Irmana-se, nesse aspecto, com os demais acr\u00f3sticos b\u00edblicos, que se acham repousados nas seguintes passagens: Salmos 25, 34, 37, 111, 112 e 145; Pv 31.10-31 ; Lm 1-4 (excetua-se apenas o cap. 5) .<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplar da formid\u00e1vel literatura sapiencial, o Salmo 119 aponta para o fundamento da verdadeira sabedoria; ensina que n\u00e3o existe felicidade genu\u00edna sem Deus; apresenta os frutos de uma vida obediente \u00e0s Escrituras; e lida com o contraste entre o justo e o \u00edmpio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim que, na trilha de peti\u00e7\u00f5es, declara\u00e7\u00f5es de f\u00e9, apelos morais, piedosas depreca\u00e7\u00f5es e relatos da experi\u00eancia pessoal, o salmista tece, com fios de repeti\u00e7\u00f5es, paralelismos e figuras de linguagem, a costura de uma formid\u00e1vel declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 Palavra de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma ora\u00e7\u00e3o, afora os enunciados dos vv. 1-3 e 115. N\u00e3o por acaso, ressalta-se no texto elevada carga emocional, caracter\u00edstica dos Salmos, como que a informar ao leitor qual a resposta adequada ao conte\u00fado das Escrituras Sagradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os versos do Sl 119 citam algum substantivo para designar a Palavra do SENHOR, o que n\u00e3o ocorre somente nos vv. 90, 122 e 132 . A recorrente sinon\u00edmia dedicada \u00e0 Palavra de Deus carrega um repert\u00f3rio de substantivos que descrevem o colorido dos seus benef\u00edcios: \u201clei\u201d; \u201ctestemunhos\u201d; \u201cmandamentos\u201d; \u201cestatutos\u201d; \u201cpreceitos\u201d; \u201cju\u00edzos\u201d; \u201ccaminhos\u201d; \u201cveredas\u201d; \u201cpalavra\u201d; e \u201cpromessa\u201d, que pode vir simplesmente como uma nova ocorr\u00eancia do termo \u201cpalavra\u201d, mas denotando algo que foi prometido ou declarado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os v\u00e1rios substantivos que se revezam no Salmo 119 aludem a diversos aspectos fundamentais: revela\u00e7\u00e3o, instru\u00e7\u00e3o, pronunciamento, orienta\u00e7\u00e3o, encaminhamento, decis\u00e3o, ordena\u00e7\u00e3o, regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel verificar aqui um reflexo do Sl 19.7-9. Note-se, ainda, a estreita rela\u00e7\u00e3o com os substantivos presentes no discurso de Davi a Salom\u00e3o, em 1 Rs 2.3, 4. Esses exemplos apontam para um aspecto fundamental no Salmo 119: por meio de refer\u00eancia a outras partes das Escrituras, ou a suas caracter\u00edsticas, o poema erige uma rever\u00eancia \u00e0 Palavra do SENHOR.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se observa das linhas do Salmo da Palavra, as Escrituras s\u00e3o dadas ao crente para leitura, estudo, interpreta\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, aprendizado, louvor, obedi\u00eancia e proclama\u00e7\u00e3o. Elas produzem retid\u00e3o moral, comunh\u00e3o espiritual, pureza, santidade, fortalecimento, conforto, devo\u00e7\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o e convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De \u00c1lefe a Tau<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Algumas edi\u00e7\u00f5es b\u00edblicas indicam a sequ\u00eancia das letras que correspondem \u00e0s estrofes do Salmo 119, e atentar para essa correla\u00e7\u00e3o constitui um exerc\u00edcio proveitoso, n\u00e3o somente do ponto de vista est\u00e9tico e liter\u00e1rio, mas tamb\u00e9m porque tal ingrediente auxilia na recorda\u00e7\u00e3o de que a totalidade da vida pertence a Deus, e a Ele deve ser devotada (Diferentemente do que comumente se pensa, a letra \u00e1lefe n\u00e3o corresponde \u00e0 letra \u201ca\u201d, \u00e9 uma consoante [como todas as letras do alfabeto hebraico] e n\u00e3o possui nenhum som. Quando o Salmo 119 elogia a Palavra de Deus \u201cde \u00e1lefe a tau\u201d, \u00e9 como se o fizesse \u201cde A a Z\u201d, em nosso idioma, porque o preenchimento de todo o alfabeto sugere a no\u00e7\u00e3o de totalidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Feitas essas considera\u00e7\u00f5es, vejamos um esquema simples de como o Salmo 119 se acha organizado, de acordo com \u00eanfases e express\u00f5es especiais a cada estrofe :<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Caminhos retos (1-8)<\/em><\/strong>: Bem-aventuran\u00e7as encimam o Salmo da Palavra, anunciando que h\u00e1 recompensa para os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR, guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o praticando a iniquidade, mas andando em seus caminhos (vv. 1-3). O substantivo \u201ccaminhos\u201d aparece indicando tanto o procedimento da pessoa (vv. 1 e 5) como as orienta\u00e7\u00f5es consantes da Palavra do SENHOR (v. 3). A comunica\u00e7\u00e3o divina fornecida pelas Escrituras endireita o procedimento daquele que as observa, o que se expressa pela ilustra\u00e7\u00e3o do \u201candar\u201d ou \u201ccaminhar\u201d (cf. Gn 17.1; 2 Cr 6.14). Em diversas passagens a B\u00edblia emprega a mesma figura: nem todo caminho do Homem \u00e9 direito (cf. Pv 14.12); devemos andar no Esp\u00edrito, de modo digno da voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 (cf. Rm 8.1, 4; Gl 5.16; Ef 4.1); o pecado da gera\u00e7\u00e3o de No\u00e9 vem representada como um caminho que se corrompeu (cf. Gn 6.12). A f\u00f3rmula \u201cde todo o cora\u00e7\u00e3o\u201d exprime a integralidade do compromisso que Deus espera (cf. vv. 10, 34, 58, 69 e 145), e mostra que a lealdade requerida por Ele sempre foi end\u00f3gena, e n\u00e3o ex\u00f3gena. O salmista afirma que n\u00e3o ser\u00e1 \u201cconfundido\u201d se atentar para os mandamentos divinos, o que traz a ideia de observar (cf. Tg 1.25).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Escondi a tua palavra (9-16)<\/em><\/strong>: Surge uma pergunta did\u00e1tica sobre a maneira pela qual o jovem purificar\u00e1 o seu caminho: a resposta consiste em observ\u00e1-lo \u201cconforme a tua palavra\u201d (v. 9). J\u00e1 no v. 11, o voc\u00e1bulo traduzido por \u201cpalavra\u201d tem o sentido de promessa. O salmista escondeu a palavra, n\u00e3o como quem a oculta em relic\u00e1rios, mas como quem sabe que lida com um tesouro a ser recorrentemente buscado (cf. J\u00f3 23.12; Mt 13.52). Bendizer a Deus \u00e9 uma recomendada decorr\u00eancia espiritual do contato com a revela\u00e7\u00e3o (v. 12), e a declara\u00e7\u00e3o referida no v. 13 obedece \u00e0 determina\u00e7\u00e3o prevista em Dt 6.6, 7, atinente \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da Palavra do SENHOR.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Desvenda os meus olhos (17-24)<\/em><\/strong>: O desvendamento dos olhos (cf. 2 Rs 6.17) para ver as maravilhas (cf. Sl 26.7; 86.10) da lei de Deus (cf. 2 Co 3.14-16) remete \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o fornecida pelo Esp\u00edrito Santo (cf. Ef 1.17-19). O salmista enxerga-se como um \u201cperegrino\u201d, pois se sente como \u201cum alienado\u201d que desconhece as leis do reino sagrado \u2013 por isso, ele procura apreend\u00ea-las. Algum tipo de persegui\u00e7\u00e3o o salmista sofria por parte de \u201cpr\u00edncipes\u201d, governantes locais (tamb\u00e9m no v. 161).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Vivifica-me (25-32)<\/em><\/strong>: O pedido por ensino e entendimento (vv. 26, 27, 30) associa-se \u00e0 s\u00faplica por vivifica\u00e7\u00e3o e fortalecimento (vv. 25, 28). O salmista tem sua alma \u201cpegada ao p\u00f3\u201d (v. 25; cf. Sl 44.25), isto \u00e9, consumida de tristeza (v. 28), e para isso a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 aprender de Deus (cf. Jo 6.45). Faz-se alus\u00e3o a alguma ora\u00e7\u00e3o anterior (v. 26), como no Sl 32.5. Agora, sua peti\u00e7\u00e3o encontra-se nos vv. 26-b e 27. Contrastam-se o caminho da falsisade e o caminho da verdade (cf. vv. 29, 30; Sl 1.6; Pv 4.14-19; Mt 7.13, 14), algo caracter\u00edstico da literatura de sabedoria. O dilatar do cora\u00e7\u00e3o constitui uma figura de linguagem para indicar afastamento das ansiedades (cf. Mt 6.31-34; Fp 4.6; 1 Pe 5.7).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Inclina o meu cora\u00e7\u00e3o (33-40)<\/em><\/strong>: O salmista agrada-se de Deus (v. 35), e n\u00e3o quer sucumbir \u00e0 cobi\u00e7a (cf. Mt 26.41). O verso 38, na ARC, declara: \u201cConfirma a tua promessa ao teu servo, que se inclina ao teu temor\u201d. Esse \u201ctemor\u201d \u00e9 uma rever\u00eancia consciente e profunda, e n\u00e3o guarda rela\u00e7\u00e3o com medo. Na Almeida Revista e Atualizada (ARA), o texto assim se exprime: \u201cConfirma ao teu servo a tua promessa, feita aos que te temem\u201d. Em sua B\u00edblia Anotada, que utiliza o texto da ARA, RYRIE&nbsp; oferece a alternativa \u201cConfirma ao teu servo a tua promessa, a qual produz rever\u00eancia por Ti\u201d. A palavra hebraica para \u201ctemor\u201d, utilizada no v. 38, n\u00e3o \u00e9 a do v. 39, onde o salmista se refere a um \u201copr\u00f3brio\u201d que teme. Sabemos que \u201co perfeito amor lan\u00e7a fora o temor\u201d (cf. 1 Jo 4.18). \u201cVivifica-me por tua justi\u00e7a\u201d (v. 40) \u00e9 um pedido que aproxima esta se\u00e7\u00e3o da que a antecede.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Terei o que responder (41-48)<\/em><\/strong>: O salmista pede a Deus as miseric\u00f3rdias e a salva\u00e7\u00e3o que decorrem da Sua Palavra, a qual ele pretende proferir para responder aos seus inimigos (v. 42). Com o aux\u00edlio divino, o crente poder\u00e1 falar corajosamente, at\u00e9 mesmo na presen\u00e7a de reis (v. 46; cf. Dn 3; Mt 10.18, 19; discursos de Paulo em Atos dos Ap\u00f3stolos). O ato de levantar as m\u00e3os sugere adora\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia, piedade, alegria (cf. Sl 28.2; 1 Tm 2.8).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Na qual me fizeste esperar (49-56)<\/em><\/strong>: O uso de \u201cLembra-te\u201d, na ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 exemplo da figura de linguagem conhecida como \u201cantropopatismo\u201d: Deus n\u00e3o se esquece jamais, e a ideia \u00e9 de que Deus cumpra Suas promessas, nas quais o salmista espera. O servo de Deus j\u00e1 havia sido vivificado anteriormente (v. 50). Uma \u201cgrande indigna\u00e7\u00e3o\u201d (v. 53) apoderara-se do salmista por causa dos pecados cometidos pelos \u201c\u00edmpios que \u201cabandonam a tua lei\u201d (cf. vv. 136, 158). Em suas \u201cperegrina\u00e7\u00f5es\u201d (v. 54), o salmista entoa c\u00e2nticos a Deus, a partir do que aprendeu dos Seus estatutos (v. 19; 1 Cr 29.15). \u00c9 inevit\u00e1vel recordar da colet\u00e2nea dos \u201cC\u00e2nticos dos Degraus\u201d (Salmos 120-134), associada \u00e0s festas tradicionais do povo judeu. A obedi\u00eancia a Deus \u00e9 uma pr\u00e1tica que o salmista tem vivenciado (v. 56).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Minha por\u00e7\u00e3o \u00e9 o SENHOR (57-64)<\/em><\/strong>: A devo\u00e7\u00e3o do salmista a Deus \u00e9 o que o leva a observar a Sua Palavra. Sua \u201cpor\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 o pr\u00f3prio SENHOR (cf. Sl 16.5; 73.26). O salmista busca a presen\u00e7a de Deus, o seu \u201cfavor\u201d (v. 58); ele est\u00e1 ciente das artimanhas dos \u00edmpios, mas n\u00e3o se afasta das Escrituras (v. 59; cf. v. 110). O eu-l\u00edrico busca a Deus, e, por isso, observa as Suas palavras (vv. 57-64). A sua por\u00e7\u00e3o \u00e9 o SENHOR. Na religi\u00e3o crist\u00e3, n\u00e3o foi um anjo que veio habitar o crente, tampouco uma for\u00e7a, energia ou influ\u00eancia: Deus habita no cora\u00e7\u00e3o daquele que cr\u00ea em Seu Filho. A alegria dos salvos \u00e9 completa por causa dessa convic\u00e7\u00e3o (cf. 1 Jo 1.3, 4). Toda a Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o baseia-se no plano concebido por Deus, que passa pelo envio da parte do Pai, pela execu\u00e7\u00e3o do plano pelo pr\u00f3prio Cristo e pela aplica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9ritos de Cristo ao cora\u00e7\u00e3o do pecador mediante o convencimento pelo Esp\u00edrito Santo (os cap\u00edtulos 15 a 15 de Jo\u00e3o trazem elementos fundamentais quanto \u00e0 economia da salva\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Foi bom ter sido afligido (65-72)<\/em><\/strong>: O salmista aprende com o sofrimento e com a disciplina. No Salmo 119, em diferentes momentos, acham-se li\u00e7\u00f5es sobre uma adequada teologia do sofrimento, algo pr\u00f3prio da literatura sapiencial. \u201cEnsina-me\u201d (v. 66) \u00e9 um pedido recorrente, e aqui o salmista solicita \u201cbom ju\u00edzo e ci\u00eancia\u201d (cf. Hb 5.14). Ele admite pecados anteriores, em cujo contexto foi disciplinado e veio a aprender (v. 71; Is 38.17). A insensibilidade para com Deus \u00e9 rejeitada pelo salmista (vv. 70b-72). A Palavra de Deus \u00e9 reconhecida como fonte inexced\u00edvel do bem, do bom ju\u00edzo, da ci\u00eancia, de b\u00ean\u00e7\u00e3os e de alegria por aquele que, em tendo sido afligido, entendeu que a disciplina visa a um destino melhor (vv. 65-72). Indiferente a isso, o \u00edmpio deixa que seu cora\u00e7\u00e3o se engrosse \u201ccomo gordura\u201d (v. 70), tornando-se \u201cinsens\u00edvel, como se fosse sebo\u201d (cf. ARA). Na experi\u00eancia comum, depara-se o vivente com pessoas de mente \u201ccauterizada\u201d (cf. 1 Tm 4.2), \u201cfilhos de Belial\u201d (cf. Dt 13.13; Jz 19; 1 Sm 2.12; 1 Rs 21.10; Pv 6.12; 2 Co 6.15), que n\u00e3o aceitam conselhos, fecham-se a toda a verdade e se enfileiram \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Alegraram-se quando me viram (73-80)<\/em><\/strong>: O salmista professa a sua f\u00e9 na doutrina da Cria\u00e7\u00e3o, evocando uma saud\u00e1vel antropologia que serve de esteio para a sua confian\u00e7a (v. 73; cf. Sl 139.14-16; J\u00f3 10.8-11; 31.15). Ele tem algum receio da persegui\u00e7\u00e3o, mas confia em Deus, e toma a Palavra como a sua \u201cdel\u00edcia\u201d (vv. 77, 78). A trajet\u00f3ria piedosa ensejar\u00e1 regozijo, porque as pessoas constatar\u00e3o a gra\u00e7a do SENHOR na vida do crente (vv. 74, 79). A experi\u00eancia traum\u00e1tica pode ser transformada em belo testemunho e certeza completa (vv. 75, 76).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Odre na fuma\u00e7a (81-88)<\/em><\/strong>: A descri\u00e7\u00e3o do sofrimento do salmista assemelha-se a discursos de J\u00f3 e encontra eco em outros Salmos (Sl 69.8; 102.4). Ele se acham exausto, e se enxerga como \u201codre na fuma\u00e7a\u201d (v. 83), ou seja, como um recept\u00e1culo de vinho deixado a um canto, sem utilidade, obscuro e envilecido. Ainda que em circunst\u00e2ncias de afli\u00e7\u00e3o e acentuada consci\u00eancia de sua pr\u00f3pria mis\u00e9ria, o salmista n\u00e3o se esqueceu da Palavra do SENHOR. Homens maus abriram covas para o servo do SENHOR (v. 85; cf. Sl 57.6), mas ele clama por justi\u00e7a e vivifica\u00e7\u00e3o (vv. 86-88).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A Palavra permanece no c\u00e9u (89-96)<\/em><\/strong>: O v. 89 exprime a imutabilidade e eternidade da Palavra de Deus (cf. Sl 89.2). \u00c9 a Palavra que Deus que sustenta o mundo (vv. 90, 91). A perfei\u00e7\u00e3o reside exclusivamente em Deus (v. 96; J\u00f3 11.7-9). Deus \u00e9 Imanente, Provedor, Fiel, e o Supremo Governante do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Quanto amo a tua Lei! (97-104)<\/em><\/strong>: N\u00e3o h\u00e1 peti\u00e7\u00f5es nesta estrofe. Reitera-se o amor \u00e0 lei de Deus (v. 97). O salmista tornou-se mais s\u00e1bio que os seus \u201cinimigos\u201d (v. 98), os seus \u201cmestres\u201d (vv. 99) e os \u201cvelhos\u201d (v. 100), pois o seu aprendizado \u00e9 moral e espiritual (n\u00e3o apenas cognitivo). O Ensinador Absoluto \u00e9 Deus (cf. Jo 6.45; 16.13ss). Nota-se o cuidado em sempre associar a Palavra de Deus ao Deus da Palavra. Quem acusa os crist\u00e3os conservadores de bibli\u00f3latras deveria ler novamente o Salmo 119 e reconhecer a ingente alus\u00e3o \u00e0 Personalidade de Deus, Autor das Escrituras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>L\u00e2mpada para os meus p\u00e9s (105-112)<\/em><\/strong>: Um dos versos mais conhecidos do Sl 119 \u00e9 o 105. A Escritura oferece orienta\u00e7\u00e3o para a vida. O salmista reconhece que tem \u201ca alma\u201d nas \u201cm\u00e3os\u201d, ou seja, entende que sua vida precisa de um arrimo superior (cf. J\u00f3 13.14). Os testemunhos do SENHOR foram tomados \u201cpor heran\u00e7a\u201d (v. 111), e n\u00e3o existe patrim\u00f4nio maior. Firma o salmista o compromisso de cumprir a Palavra de Deus \u201cpara sempre, at\u00e9 ao fim\u201d (v. 112). Os vv. 105-112 orbitam em torno da observ\u00e2ncia cont\u00ednua da Palavra como guia durante os procedimentos di\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Sustenta-me, sustenta-me (113-120)<\/em><\/strong>: O salmista aborrece a \u201cduplicidade\u201d, a \u201cmente vacilante\u201d (cf. 1 Rs 18.21; Tg 1.6-8). Ele sente arrepios por causa do ju\u00edzo inevit\u00e1vel sobre os \u00edmpios (v. 120).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00e1 \u00e9 tempo de operares (121-128)<\/em><\/strong>: A Palavra de Deus excede o valor do ouro mais fino. Diferentemente dos transgressores, o salmista pode reivindicar de Deus um tratamento especial (v. 124), que n\u00e3o se baseia numa justi\u00e7a pr\u00f3pria, mas no compromisso que Deus tem consigo mesmo, com o que Ele prometeu (cf. Sl 33.5; 89.14; 2 Tm 2.13). O salmista demonstra humildade para aprender. A afirma\u00e7\u00e3o de ser \u201ctempo de operares\u201d est\u00e1 associada \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de julgamento, e n\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de dons espirituais, como algu\u00e9m poderia supor (v. 126; Jr 18.23b).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A exposi\u00e7\u00e3o das tuas palavras\u2026 (129-136)<\/em><\/strong>: Os testemunhos de Deus s\u00e3o \u201cmaravilhosos\u201d (excepcionais, extraordin\u00e1rios, como no v. 18). A exposi\u00e7\u00e3o da \u201ctua palavra\u201d consiste na comunica\u00e7\u00e3o e esclarecimento do conte\u00fado das Escrituras (v. 130). \u201cAbri a boca e respirei\u201d (v. 131) sugere ansiedade pela Palavra de Deus. O pedido para que Deus fa\u00e7a resplandecer o Seu rosto sobre o Seu servo (v. 135) remete \u00e0 mesma linguagem da B\u00ean\u00e7\u00e3o Aar\u00f4nica (cf. Nm 6.22-27).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fidelidade, pureza e justi\u00e7a (137-144)<\/em><\/strong>: \u00c9 Deus Quem valida a Sua Palavra. Como Deus \u00e9 Justo, Fiel e Puro, assim \u00e9 a Sua revela\u00e7\u00e3o escrita (vv. 137, 138, 140). \u201cMeu zelo me consumiu\u201d (v. 139; cf. Sl 69.9).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Antecipei-me \u00e0 alva (145-152)<\/em><\/strong>: O salmista intensifica a ora\u00e7\u00e3o. Ele antecipa-se \u201c\u00e0 alva\u201d (vv. 147, 148), isto \u00e9, acorda antes do amanhecer, para ler e meditar. Ele tem pressa e, ao mesmo tempo, prazer em estar diante das Escrituras. A Palavra do SENHOR \u00e9 antiga, reconhecida, verificada na pr\u00e1tica dos Seus preceitos (v. 152).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Pleiteia a minha causa (153-160)<\/em><\/strong>: O salmista persevera em ora\u00e7\u00e3o. Sua insist\u00eancia \u00e9 not\u00e1vel. Ele se aflige com os pecados que observa (v. 158), e almeja ser vivificado conforme a \u201cpalavra\u201d, os \u201cju\u00edzos\u201d e a \u201cbenignidade\u201d (cf. vv. 154, 156, 159). A \u201ctua palavra\u201d mant\u00e9m-se \u201cdesde o princ\u00edpio\u201d (v. 160).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Um grande despojo (161-168)<\/em><\/strong>: Repudia-se, no Salmo 119, toda \u201cfalsidade\u201d, tudo aquilo que n\u00e3o \u00e9 moralmente correto nem espiritualmente agrad\u00e1vel a Deus (cf. Rm 1.18-32). O crente deve ser \u00edntegro (cf. Sl 1; 7.3, 4; 15; 17.3, 4; 26.1-4). O louvor a Deus \u00e9 dedicado \u201csete vezes\u201d (v. 164), enquanto o Salmo 55.17 fala de ora\u00e7\u00f5es em tr\u00eas momentos do dia \u2013 o poema carrega-se de abundante entusiasmo. Aqui n\u00e3o h\u00e1 peti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A ovelha desgarrada (169-176)<\/em><\/strong>: Retorna-se, ao final, a um clamor insistente. O salmista profere e deseja proferir o louvor, cont\u00ednuo louvor (vv. 171, 175). Todas as dimens\u00f5es da vida s\u00e3o dedicadas \u00e0 Palavra de Deus: entendimento (v. 169); palavras, louvor, celebra\u00e7\u00e3o (vv. 171, 172); escolha (v. 173); prazer (v. 174); percep\u00e7\u00e3o moral e espiritual (v. 176). RYRIE&nbsp; exp\u00f5e tais dimens\u00f5es como sendo mente (v. 169); boca (vv. 171, 172); vontade (v. 173); emo\u00e7\u00f5es (v. 174); e consci\u00eancia (v. 176). O salmista apresenta-se como algu\u00e9m que se deixara desgarrar tal qual \u201covelha perdida\u201d (v. 176), imagem que o leitor do Novo Testamento conhece bem (cf. Lc 15.4-7). Evidencia-se a humildade de quem, tendo constru\u00eddo uma ora\u00e7\u00e3o t\u00e3o bonita, n\u00e3o se considera justo em si mesmo. Encerrando o admir\u00e1vel poema, o autor apega-se fervororamente ao que designa como \u201cteus mandamentos\u201d (v. 176), em mais um registro do car\u00e1ter pessoal do Ser Divino.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que caracteriza os Salmos, de modo geral, \u00e9 a resposta do Homem a Deus, em termos de confiss\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o, piedade e adora\u00e7\u00e3o. O texto dos Salmos \u00e9 divinamente inspirado \u2013 n\u00e3o se pode olvidar jamais! O que aqui se destaca \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o sobre como deve ser ofertada a Deus a resposta perante a mensagem que d\u2019Ele promana. No caso espec\u00edfico do Salmo 119, essa resposta dirige-se a Deus na forma de elogio \u00e0 Sua Palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza e o conte\u00fado do Salmo 119 aproxima-se dos l\u00e1bios, do cora\u00e7\u00e3o e da atitude dos justos que, em todas as \u00e9pocas, e todos os lugares, reconhecem a singularidade, a centralidade e a superioridade da Palavra do SENHOR.<\/p>\n\n\n\n<p>Lamentavelmente, vive-se um momento hist\u00f3rico em que o sentimento do salmista n\u00e3o tem sido compartilhado em tantas comunidades que se dizem evang\u00e9licas. Diante de prega\u00e7\u00f5es expositivas, muitos bocejam e se enfadam. Multid\u00f5es preferem sensacionalismo, bizarrices, inven\u00e7\u00f5es, especula\u00e7\u00f5es, espetaculariza\u00e7\u00f5es, teologias infundadas, frases de impacto, conhecimentos superficiais, texto sem contexto, triunfalismo, teologia da prosperidade, mentiras edulcoradas e autoengano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio voltar \u00e0s Escrituras urgentemente. A Palavra de Deus deve ter primazia no p\u00falpito, na c\u00e1tedra, no lar e no cora\u00e7\u00e3o. O amor pela B\u00edblia Sagrada n\u00e3o se manifesta pela enfadonha reitera\u00e7\u00e3o de cantigas, performances de palco, gritos ensandecidos nem racioc\u00ednios falazes: o amor pela Palavra de Deus evidencia-se pela leitura, estudo, interpreta\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, aprendizado, louvor, obedi\u00eancia e proclama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Meus amados e queridos irm\u00e3os: considerando a classifica\u00e7\u00e3o do Sl 119 como poema alfab\u00e9tico dedicado a elogiar as Escrituras, gosto de pensar no fato de que Jesus Cristo Se identificou como \u201co Alfa e o \u00d4mega\u201d (cf. Ap 1.8; 22.13). Que nossas vidas sejam inteiramente preenchidas pelos valores do Reino de Deus, porque Ele \u00e9 \u201co princ\u00edpio e o fim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>B\u00cdBLIA SAGRADA<\/em><\/strong>. King James Atualizada. Tradu\u00e7\u00e3o dos mais antigos e reconhecidos manuscritos sagrados nas l\u00ednguas originais (hebraico, aramaico e grego), incorporando o estilo cl\u00e1ssico, reverente e majestoso da tradu\u00e7\u00e3o \u201cAuthorized Version\u201d\/King James de 1611. Niter\u00f3i-RJ: BV Books. 2 ed. 2016, 2.552.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>B\u00cdBLIA SAGRADA \u2013 HARPA CRIST\u00c3<\/em><\/strong>. Texto B\u00edblico: Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Ferreira de Almeida \u2013 Edi\u00e7\u00e3o Revista e Corrigida, 4. ed., Barueri-SP: Sociedade B\u00edblica do Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, 1920p.<\/p>\n\n\n\n<p>DAVIDSON, F. (editor). <strong><em>O Novo Coment\u00e1rio da B\u00edblia. V. I<\/em><\/strong>. S\u00e3o Paulo, Vida Nova, 1963, 740p.<\/p>\n\n\n\n<p>RYRIE, Charles Caldwell. <strong><em>A B\u00edblia Anotada. <\/em><\/strong>Traduzido por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto. S\u00e3o Paulo: Mundo Crist\u00e3o, 1994, 1835p.<\/p>\n\n\n\n<p>SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. <strong><em>29 Minutos para Entender a B\u00edblia e a Ess\u00eancia da Palavra de Deus<\/em><\/strong>. Rio de Janeiro: Sextante, 2019, 224p.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes has-small-font-size\"><li id=\"bb71a350-4afc-4002-ad06-71d7ed01f4c0\"><strong>Alex Esteves da Rocha Souza <\/strong>\u00e9 evangelista da Assembleia de Deus filiado \u00e0 CEADEB. Bacharel em Direito. Analista de Direito do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. Mestrando em Teologia Ministerial pela Carolina University (EAD). Relator do Conselho de \u00c9tica da Assembleia de Deus em Salvador, e membro da Comiss\u00e3o de Ensino da mesma Igreja, onde tamb\u00e9m serviu como vice superintendente na sede. Autor do livro O Reino que N\u00e3o Ser\u00e1 Destru\u00eddo: Estudos Elementares no Livro do Profeta Daniel (Edi\u00e7\u00f5es Bernhard Johnson). Professor e colaborador do material did\u00e1tico da EETAD, tendo escrito os subs\u00eddios dos livros Hermen\u00eautica B\u00edblica I, Doutrina da Salva\u00e7\u00e3o, Profetas Menores e Daniel e Apocalipse <a href=\"#bb71a350-4afc-4002-ad06-71d7ed01f4c0-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pr. Alex Esteves Professor da EETAD e autor das Edi\u00e7\u00f5es Bernhard Johnson Soberana e altissonantemente, a Palavra de Deus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2358,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":"[{\"content\":\"<strong>Alex Esteves da Rocha Souza <\/strong>\u00e9 evangelista da Assembleia de Deus filiado \u00e0 CEADEB. Bacharel em Direito. Analista de Direito do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. Mestrando em Teologia Ministerial pela Carolina University (EAD). Relator do Conselho de \u00c9tica da Assembleia de Deus em Salvador, e membro da Comiss\u00e3o de Ensino da mesma Igreja, onde tamb\u00e9m serviu como vice superintendente na sede. Autor do livro O Reino que N\u00e3o Ser\u00e1 Destru\u00eddo: Estudos Elementares no Livro do Profeta Daniel (Edi\u00e7\u00f5es Bernhard Johnson). Professor e colaborador do material did\u00e1tico da EETAD, tendo escrito os subs\u00eddios dos livros Hermen\u00eautica B\u00edblica I, Doutrina da Salva\u00e7\u00e3o, Profetas Menores e Daniel e Apocalipse\",\"id\":\"bb71a350-4afc-4002-ad06-71d7ed01f4c0\"}]"},"categories":[6,4,9],"tags":[],"class_list":["post-2340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-categorias","category-hermeneutica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2340"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3241,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2340\/revisions\/3241"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/raizespentecostais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}